Friday, February 16, 2007

Louvadeus


Monday, September 18, 2006

Feliz

"um dia depois, casaram. Ela comprou uma canoa laranja com que davam grandes passeios no mar azul. Diante das faces ardentes do sol e do mar.
Todos os dias decidiam separar-se e todos os dias se viciavam cada vêz mais um no outro.
Começou então a vêr claro: tinha esperado longamente pelo amor de uma mulher, mas e se não fosse feito para o amor?
Por fim, comovido com a sua mútua alegria, compreendeu finalmente que tinha nascido para se encontrar e que só assim poderia conceber as suas vidas de maneira feliz"

Um texto menos conhecido de Saul Itair Wolf.

Friday, August 04, 2006

Sem medo


Há um estreito
de melancolia
por entre as brumas
do teu olhar

Há um choro
mal contido
Nos teus lábios
de vinho
tremendo

E Há uma poesia
não dita
no chão pousada
Sem vento
e sem medo

Monday, July 24, 2006

A leveza da morte


Estou marcado e cansado
Homem velho inesperado
doente, enfermo, acusado
saio à noite encapuçado

Sombra velada cai
ameaça crua, inusitada
obituário seco e escrevinhado
Mão negra em ombro desmanchado

Da esperança quase nada
A fé em poço fundo
caida, ferida e magoada
E frio, muito frio
Dentes rangendo sem fio
Memórias vagas
d’outros dias melhores
E a leveza da morte chegando.

Friday, July 07, 2006

Revolta


Primeiro insurgiu-se o pobre.
Maltrapilho e vetusto,
cajado muleta na mão.

Depois apareceu a morte,
Cheia de sede e ambições tortas .
No ar um cheiro podre
a ratos e crianças mortas.

E os esgotos da cidade
Vomitam nas ruas
A violencia da noite em aviso.
No topo da torre norte
Ensígnias da morte
Dancam gestos macabros .

Na margem direita do rio
Seguros e calculistas
Os ricos nem um pio.
Na esquerda a revolta surgiu
(eu estava lá!)
Surge na água um archote
-Era o sinal!
Na noite a verdade
No ar a esperança:
-Luz e liberdade.

Friday, June 30, 2006

Agosto


Foi numa tarde de Agosto
Que Em frente ao tivoli
Ao virar uma esquina te vi.
Branca e esmaecida, de olhos cinzentos
Flôr murcha na palma da mão.

Esperavas alguem.
Olhos no relógio de pulso
(aquele que eu te dei)
E mão direita plantada na anca
Com ar insubordinado.
No semblante a sombra
Das horas da desilusão.

Segui em frente sem parar,
Sorriso nos lábios
Ramo de rosas na mão
Expressão alegre e bem vestida.
Certa magia no meu olhar.

Thursday, June 29, 2006

Inside the Kremlin.